O que é a síndrome pulmonar por hantavírus (HPS)?
Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS) é uma doença respiratória grave causada por hantavírus do Novo Mundo — principalmente vírus Sin Nombre (SNV) na América do Norte e vírus Andes (ANDV) na América do Sul, com contribuições menores dos vírus Bayou, Black Creek Canal, Choclo e Laguna Negra.
Evolução clínica
- Pródromo (3–7 dias): febre abrupta, mialgia grave (especialmente nas coxas e região lombossacra), cefaleia, fadiga e frequentemente sintomas gastrointestinais. Facilmente confundido com influenza.
- Fase cardiopulmonar (1–7 dias): tosse seca, seguida de falta de ar progressiva rápida conforme o fluido vaza para o interstício pulmonar e alvéolos. Os pacientes podem se deteriorar de "sentir-se mal" para necessitar ventilação mecânica em 4–24 horas.
- Fase diurética: se o paciente sobreviver, o fluido se mobiliza para fora dos pulmões ao longo de 1–2 dias, com diurese acentuada.
- Fase de convalescença: várias semanas de fadiga e dispneia leve ao esforço; sequelas de longo prazo são incomuns.
Diagnóstico
Suspeita clínica em paciente com sintomas prodrômicos e exposição a roedores; trombocitopenia, hemoconcentração, imunoblastos e desvio para a esquerda no esfregaço de sangue; imaging torácico mostrando infiltrados intersticiais bilaterais; sorologia confirmatória (IgM/IgG) e RT-PCR.
Tratamento
Cuidado de suporte agressivo: intubação precoce, manejo judicioso de fluidos (ressuscitação excessiva é prejudicial), vasopressores e ECMO para envolvimento cardíaco e pulmonar grave. A ribavirina não é estabelecida para HPS. Os resultados são dramaticamente melhores em centros familiarizados com a síndrome.
A taxa de mortalidade por caso para HPS por SNV e ANDV é aproximadamente 30–40% mesmo com cuidados intensivos modernos.
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